Ciência e Tecnologia

Condições técnicas para universalizar banda larga estão garantidas, afirma Hélio Costa
06-03-2008 11:30

Brasília - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, participa da 2ª Acel Expo Fórum, que vai discutir novos modelos e perspectivas para o futuro do mercado de telefonia celular


Brasília - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou ontem (5) que, do ponto de vista técnico do governo, está tudo pronto para que a internet rápida chegue a todos os municípios brasileiros. Segundo o ministro, falta apenas a elaboração do texto final do projeto de universalização da banda larga para que seja assinado um compromisso pelas operadoras de telefonia fixa e por representantes do governo.

Ele garantiu que em, no máximo, duas semanas, o documento estará pronto e assinado. A meta é que a banda larga chegue a todos os municípios em três anos e, em 18 meses, a 55 mil escolas públicas de todo o país, muitas delas em locais onde ainda não há esse tipo de conexão. “Onde não existe, vamos oferecer conexão via satélite, mas vamos ter todas as nossas cidades brasileiras com recepção de internet de alta velocidade.”

Costa avaliou que esse é o grande avanço trazido com a licitação da tecnologia de terceira geração de celulares (3G). Segundo o ministro, toda a negociação em torno da licitação foi no sentido de fazer com que a telefonia móvel chegue a todos os municípios.

“Atendemos à demanda das empresas com a terceira geração, e, em troca, o governo quer que a telefonia chegue a todos os municípios brasileiros. Ainda temos quase 2 mil cidades no país sem telefone celular”, afirmou.

O ministro também se disse otimista quanto à entrada em operação da nova tecnologia 3G. Ele disse que, nos estados mais populosos, algumas operadoras pretendem cobrir todos os municípios com a tecnologia em até um ano: “É um passo decisivo para que as outras [operadoras] acompanhem. Na medida em que uma empresa anuncia que vai cobrir um território, as outras vêm rapidamente e fazem a mesma coisa. Então, acho que vamos ter um resultado muito rápido”.

Em relação à compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (antiga Telemar), que depende de alteração no Plano Geral de Outorgas (PGO, que regulamenta o funcionamento do setor de telecomunicações), o ministro reforçou que o plano deve ser analisado de forma ampla. “Se vamos analisar as questões relacionadas ao PGO, não pode ser única e exclusivamente para um procedimento. É o momento de fazermos uma análise mais profunda”, destacou.

Para Costa, o assunto precisa de detalhamento técnico “e não pode falhar”. “Por isso”, acrescentou, “está sendo discutido com toda a propriedade e sem pressa” pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ele disse que, após a Anatel dar sua posição, o Ministério das Comunicações encaminhará a proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que este assine decreto alterando o PGO.

O ministro participou, na manhã de hoje, da abertura do 2º Acel Expo Fórum, em Brasília, que discute os novos modelos e perspectivas para o mercado de telefonia móvel.


Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr
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