Ciência e Tecnologia

Copel testa iluminação pública com uso de Leds
19-01-2010 09:50

Filamentos incandescentes, lâmpadas mistas, vapor de mercúrio e sódio – o rico arsenal de fontes luminosas para as lâmpadas de iluminação pública pode estar com os dias contados. De tímidos sinalizadores em equipamentos eletrônicos, os LEDs – Light Emitting Diode – aos poucos passaram a assumir o lugar das lâmpadas convencionais em lanternas, semáforos e na iluminação residencial, pavimentam agora seu caminho rumo às vias públicas.

Por meio do seu Departamento de Normalização, Geoprocessamento e Obras, a Diretoria de Distribuição da Copel está avaliando o desempenho de luminárias de iluminação pública com LEDs, que prometem tomar o lugar das fontes convencionais conforme a evolução na tecnologia de fabricação lhes confere maior potência e brilho, conservando no entanto seu diminuto tamanho.

Além de permitirem uma melhor reprodução de cores e serem livres de elementos tóxicos, as luminárias de LEDs vêm ganhando popularidade devido à sua durabilidade. Os atuais conjuntos de diodos luminosos têm vida útil até duas vezes maior que a das lâmpadas convencionais, podendo alcançar 50 mil horas de funcionamento. “A mão de obra e o deslocamento veicular exigidos para o serviço de reparo de lâmpadas e componentes de iluminação, feito pelos eletricistas da Copel diariamente, é mais oneroso que o preço da própria lâmpada”, afirma José Maria Joly Junior, da Superintendência de Engenharia de Distribuição. “Assim, luminárias com maior vida útil representam uma redução significativa de custos com manutenção”.

A prospecção de fabricantes e fornecedores deste tipo de luminárias, ao longo de 2009, levou à realização de uma licitação para a compra de um pequeno lote de três luminárias, hoje instaladas em postes ao longo das vias internas do pólo administrativo da Copel no Km3 da BR-277. Oito fabricantes e importadores fizeram propostas, disputada pela modalidade de menor preço. Os testes de campo com o lote adquirido tiveram início em outubro e pretendem avaliar, principalmente, o nível de enfraquecimento do fluxo luminoso ao longo do tempo e o desempenho dos LEDs frente a intempéries e oscilações na rede. As avaliações serão feitas de seis em seis meses, pelos próximos dois anos.

José Maria Joly estima que, na velocidade atual de evolução desta tecnologia, as novas luminárias de LEDs possam estar sendo utilizadas em grande escala dentro de três ou quatro anos. “Atualmente, uma luminária de LEDs chega a ser até quatro vezes mais cara que um conjunto de sódio de 70 watts, mas este custo tende a diminuir com o desenvolvimento da tecnologia de fabricação”, afirma. Para 2010, a Copel aprovou o investimento de R$ 30 mil para a compra de mais um lote de luminárias de LEDs para dar continuidade aos testes de avaliação da tecnologia.

As vantagens dos LEDs:

· São ambientalmente mais corretos se comparados às lâmpadas tradicionais de sódio e mercúrio, pois não utilizam componentes tóxicos na sua fabricação, o que simplifica consideravelmente o processo de descarte.

· Sua vida útil teórica é de pelo menos 50 mil horas, mais que o dobro das lâmpadas em uso atualmente. Isso permitirá reduzir o número de manutenções, eliminando custos e aumentando a disponibilidade de equipes.

· Permitem uma reprodução de cores muito superior à das lâmpadas de sódio, melhorando a percepção de elementos na paisagem urbana.

· Sua luminária pode ser fabricada em diversas formas, ampliando as opções de design e adequação ao mobiliário urbano.


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