Ciência e Tecnologia

Ex-ministro critica programa espacial brasileiro
16-04-2009 10:51

O diretor-geral da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia, afirmou ontem, em reunião do Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica, que o programa espacial brasileiro está em crise. Ele apontou como as principais dificuldades a falta de coordenação política e de recursos financeiros. "A incompetência na administração do sistema espacial brasileiros e a inexistência de uma política de recursos financeiros são os maiores problemas", afirmou.

Roberto Amaral dirige a Alcântara Cyclone Space, constituída em 2006 pelo Brasil e pela Ucrânia com a finalidade de comercializar e operar os serviços de lançamento de veículos e satélites por meio da base de lançamentos de Alcântara.

Estagnação
Amaral informou que o projeto integra o programa espacial brasileiro, que, segundo ele, está estagnado e vem sendo ultrapassado por países com menor infra-estrutura e menor estabilidade política, como o Irã e a Coréia do Norte. "Começamos a fazer o nosso programa em 1961 e, em 2009, não temos o nosso foguete de lançamento", criticou.

O diretor-geral da ACS também criticou a estrutura organizacional do programa espacial e questionou o papel da Agência Espacial Brasileira (AEB), criada em 1994 para coordenar o programa. "A AEB é a repassadora de recursos, mas não tem comando efetivo sobre as atividades, nem do Centro de Tecnologia Aeroespacial, nem do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais", disse o diretor. "A agência não foi criada para valer. É mais um acordo, uma satisfação internacional de que a nossa iniciativa era civil, sendo dirigida por civis", assegurou.

Apoio do Congresso
Amaral pediu o apoio do Congresso Nacional e disse que o Parlamento tem tido papel importante na defesa do Programa Espacial Brasileiro, buscando destinar recursos e analisar os problemas do setor. Ele lembrou que a CPI do Atraso Tecnológico apontou as deficiências da política espacial, como o atraso do Programa VLS; a descontinuidade do programa espacial; a evasão de pessoal e a instabilidade da política espacial.

O diretor da empresa Alcântara Cyclone Space afirmou que o programa especial é imprescindível para dar autonomia ao Brasil na área de satélites. "Se nós não tivermos os nossos satélites, teremos de alugar de outros", afirmou.

Da Redação/PCS
Agência Câmara
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