Ciência e Tecnologia

Paraná atenderá todo o Brasil com vacina antirrábica
24-08-2012 16:43

O Paraná produzirá toda a demanda do País por vacina antirrábica e terá o maior volume de fabricação do mundo do medicamento para imunização de cães e gatos. Para isso, o governador Beto Richa autorizou nesta semana a formalização de um convênio de R$ 56,5 milhões com o Ministério da Saúde para que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) amplie a produção em escala industrial e adapte a planta produtiva à nova tecnologia de cultivo celular.

Com os investimentos e a utilização da tecnologia, o instituto terá condições de fabricar gradativamente até 30 milhões de unidades por ano, o que representa um aumento de 300% na atual produção. Para atingir esses objetivos, será construído na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) um novo prédio, com o complexo para a manipulação e o envase de produtos. A obra completa irá durar três anos.

O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, explica que o instituto precisava adequar sua planta industrial para atender a demanda e a recomendação do Ministério da Saúde. “Com esse investimento, vamos produzir vacinas com alta tecnologia e transformar o Tecpar em um dos mais avançados institutos de pesquisa, desenvolvimento e produção de imunobiológicos do país”, disse ele.

De acordo com Felix, a construção da unidade vai servir ainda para outros produtos do Tecpar. Além da ampliação na produção, a nova unidade industrial permitirá a fabricação de vacinas por cultivo celular, utilizando células de rim de hamster (BHK – baby hamsterkidney). São doses de 1 ml, com validade de dois anos, substituindo a vacina antirrábica de uso veterinário pelo método Fuenzalida Palácios, que utilizava como substrato cérebro de camundongos neonatos – em doses de 2ml e com validade de um ano.

O novo método permite obtenção de um produto mais puro e capaz de induzir maior produção de anticorpos, sendo mais seguro para os animais por não provocar efeitos colaterais. Além de evitar sacrifício de animais. “Trata-se de uma inovação importante que gera segurança e qualidade ao produto, além de ter um reconhecimento internacional”, disse Felix.

INVESTIMENTO - O projeto de adequação foi o maior aprovado pela União dentro do Programa de Investimento no Complexo Industrial da Saúde (Procis), que prevê R$ 1 bilhão para melhorar a indústria de medicamentos, insumos e equipamentos do País. No caso do Paraná, serão investidos R$ 46 milhões com o aporte do Ministério da Saúde e R$ 10,5 como contrapartida do Governo do Paraná. O Tecpar está vinculado à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

SAÚDE PÚBLICA - Os últimos casos de raiva humana no Paraná ocorreram em 1977 (por cão) e em 1987 por morcego (confirmação clínica e epidemiológica) no município de Rio Branco do Sul. Em 2002 foram registradas duas mortes por raiva humana em Foz do Iguaçu de pacientes vindos de Ciudad del Este, no Paraguai. Estes casos foram considerados importados.

Com o objetivo de controlar a doença, que é 100% letal em seres humanos, o governo instituiu a Comissão Permanente de Controle da Raiva para articular ações integradas que evitem a ocorrência de novos casos de raiva humana ou animal. No mês de janeiro, foi realizada uma operação para vacinar mais de 152 mil cães e gatos de 11 municípios do Oeste do Estado. A região é avaliada pelo Ministério da Saúde como de elevado risco.

Agência Estadual de Notícias
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