Ciência e Tecnologia

Sanepar e Copel estudam uso de energia renovável
07-07-2008 16:37

Técnicos da Sanepar e da Copel estão estudando formas de desenvolver a geração e uso de energia renovável na área de saneamento. Entre as idéias iniciais está a implantação de microturbinas em estações de tratamento de esgoto que podem aproveitar o efluente tratado para geração de energia, a construção de barragens de uso múltiplo, além de sistemas de produção de energia eólica e solar.

O aspecto inovador também está no aproveitamento da energia excedente, que poderia ser aproveitada pela Copel, por meio do sistema de geração distribuída.

Segundo o presidente da Sanepar, Stênio Jacob, o principal custo da área de saneamento hoje no país é a energia elétrica. “Portanto, discussões como essa significam uma redução inteligente de custos e uma parceria que pode diminuir impactos ambientais e facilitar o acesso da população ao saneamento, preservando recursos naturais importantes para as próximas gerações”. Uma das idéias que pode ajudar a reduzir esses impactos é a utilização simultânea de represas tanto para o armazenamento de água para abastecimento quanto para produção de energia.

Já a Copel vê a parceria que está sendo estabelecida com a Sanepar como a concretização de uma sinergia que sempre existiu entre as duas empresas. “Na realidade trabalhamos com a mesma matéria-prima, que é a água”, diz o presidente da Copel, Rubens Ghilardi. “Por essa razão, tanto nós quanto a Sanepar temos razões e responsabilidades suficientes para ajudar a cuidar do meio ambiente e preservá-lo, sempre por meio de projetos comprometidos com a sustentabilidade”.

METANO - Em parceria com o Parque Tecnológico da Itaipu, as duas instituições também estão iniciando estudo para replicar na capital a experiência desenvolvida na Unidade Piloto de Energia Renovável, que está funcionando na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Ouro Verde, em Foz do Iguaçu. Esta ETE aproveita o gás metano, subproduto do tratamento de esgoto, para geração de energia. “O gás metano é altamente prejudicial à camada de ozônio, contribuindo para o efeito estufa. A iniciativa, em Foz, reduz impactos ambientais e a necessidade de geração de energia, pois a ETE pode funcionar a partir de seus próprios resíduos”, explica a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa.

Em Curitiba, o projeto de geração de energia com biogás também deve ser replicado na ETE Atuba Sul, uma unidade de grande porte com capacidade para tratar até 1.120 litros por segundo. A intenção é manter a ETE em Curitiba funcionando a partir apenas com a energia produzida através do biogás gerado na própria estação.

Pesquisas iniciais indicam que a ETE Atuba Sul é capaz de gerar inclusive um volume excedente de energia, possível de ser comercializado. Nesta experiência, a Sanepar também pretende gerar créditos de carbono, por conta da redução do lançamento de gás metano na atmosfera.


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