Educação

Educadoras de SJP vão continuar em greve
16-02-2016 18:03

Mesmo com decisão judicial que prevê o retorno imediato às atividades e multa de R$20 mil/dia ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsep) de São José dos Pinhais, as educadoras dos Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs) vão continuar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi definida na tarde desta terça-feira (16), após reunião com a Prefeitura.

“Tudo pesou para esta decisão mas o que mais revoltou as trabalhadoras foi o prefeito tê-las chamado de incompetentes”, analisa a secretária-geral do Sinsep, Valquíria Silva. “Além de não apresentarem nenhuma proposta a nossas reivindicações, demonstrando total falta de respeito com a nossa pauta, em discussão desde ano passado, ainda disseram que a greve é muleta de incompetentes, ferindo a dignidade da classe”, ressalta. “Sem falar no comportamento agressivo do prefeito, que batia na mesa.”

Segundo o Sinsep, a paralisação terá uma participação ainda maior amanhã. “Muitos funcionários que não haviam aderido à greve também vão parar em respeito às educadoras, que foram humilhadas nesta reunião”, garante Valquíria.

A greve teve início ontem (15) com a participação de 300 das 500 educadoras do Município. Nestes dois dias, 15 das 41 creches de SJP não abriram as portas. As restantes, funcionaram parcialmente. Na pauta da categoria está a inclusão da hora-atividade, menos alunos por turmas e divisão de educadoras entre Educação e Assistência Social. Uma nova mobilização está marcada para amanhã (17), às 9h30, em frente a Prefeitura.

PREFEITA DIZ ESTUDAR POSSIBILIDADES
A Prefeitura de SJP se posicionou oficialmente sobre a greve apenas hoje, afirmando que estuda uma alteração da Lei e enquadramento de Educadores Sociais no quadro do Magistério. “Até agora as consultas ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público foram declaradas ilegais à transposição ou separação de cargos. Estamos estudando outra possibilidade, as quais deverão ser submetida aos servidores desta categoria para uma decisão democrática”, disse Setim durante a reunião.

Sobre a denúncia que educadores estariam sozinhos, responsáveis por turmas com mais de 12 alunos, o prefeito disse que “se isso está acontecendo é sem o conhecimento da Administração”. Segundo ele, os servidores que se encontrarem nesta ou em outra situação em desacordo com seus direitos devem procurar diretamente a Secretaria de Educação.

Setim falou ainda em respeito. “É preciso haver respeito e diálogo entre as instituições, pois um relacionamento produtivo se consegue com respeito. A administração nunca deixou de receber os representantes dos servidores”, afirmou o prefeito, solicitando à categoria que também haja uma reavaliação da forma de reivindicar, “assim como a verificação da legalidade dos pedidos, para com isso não prejudicar os servidores envolvidos”.

Veja como foi o primeiro dia de paralisação!

Publicado: GuiaSJP.com - Jornalista Mauren Luc (Reprodução autorizada mediante citação do GuiaSJP.com)
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