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Empresas do Paraná querem conquistar mercado japonês
02-06-2008 14:09

Vender mais e agregar valor. É com esta estratégia que as empresas paranaenses querem aumentar as exportações para o Japão, país considerado mercado de difícil inserção e que ocupou a 14ª colocação no ranking entre os principais parceiros internacionais do Estado, em exportações no ano passado.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Paraná está no caminho certo para reverter e estreitar laços comerciais. Em 2007, o Estado vendeu US$ 256 milhões ao Japão, avanço de 28,32% sobre o ano anterior. E importou US$ 156 milhões, uma elevação de 37,89% sobre 2006.

A inclusão de micro e pequenas empresas, identificar setores e produtos em potencial para exportação, além de realizar um diagnóstico sobre os obstáculos para o exportador estadual estão entre as metas do governo estadual, entidades e empresariado para a conquista do mercado japonês.
Para o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, o empresário precisa saber que, uma vez atingido o Japão, ele terá conquistado todo o mercado asiático. Entre os produtos exportados destacam-se frango congelado, álcool etílico, café solúvel, fios de seda, milho, injetores para motores e madeira. No período, foram importados basicamente veículos, além de peças e acessórios também do setor automotivo.

Em apenas quatro meses, neste ano, o Paraná já vendeu ao Japão cerca de US$ 80 milhões (alta de 20,64%), contra compras de US$ 70 milhões. Sobre as importações, fica a percepção de que os setores produtivos estão investindo e aumentando a produção, em especial o setor automotivo, com a compra de peças e acessórios para atender a demanda nacional. Por outro lado, ainda nos garantimos com a venda de produtos primários, ação que o empresariado local deve estar atento.

Orgânicos - Uma iniciativa de venda de produtos com alto valor agregado tem colocado o Paraná como referência para todo o Brasil. Criado há três anos, o projeto Organics Brasil ultrapassou, no primeiro trimestre, a meta de exportar US$ 27 milhões, estimada para todo o ano. Entre janeiro e março de 2008, as vendas externas de orgânicos atingiram US$ 29 milhões.

As empresas paranaenses contribuíram com 30% dos embarques do primeiro trimestre do ano. Os principais produtos orgânicos paranaenses são soja, erva-mate e biscoitos. Com investimentos em embalagens e melhorias produtivas, hoje os produtos do Paraná estão nas principais cadeias varejistas dos Estados Unidos, Europa e Japão.

Centenário traz oportunidade de negócios (Box)

Nos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, o Paraná quer reforçar as relações de amizade, culturais e comerciais com o Japão. Foi em 18 de junho de 1908, o dia que 165 famílias de japoneses desembarcaram do navio Kasato Maru no porto de Santos. Ali se iniciava a contribuição de uma das culturas que mais enriqueceram a formação do povo brasileiro.

Hoje o Brasil abriga a maior população japonesa fora do Japão, aproximadamente 1,5 milhão de pessoas. Em termos de porcentagem, os municípios de Assai, no Paraná, e de Bastos, em São Paulo, são os mais japoneses, com respectivamente 15% e 11,4% de seus habitantes possuindo origem no Japão.

Desafiando obstáculos como idioma, religião, cultura, alimentação e preconceitos, registros revelam que as primeiras grandes levas de imigrantes chegaram ao Paraná pelos anos 30 e 40. Vieram atraídos pelas terras baratas e propícias ao cultivo do café. Do passado das lavouras, o Brasil e Japão celebram em 2008 o centenário com expectativas de novos negócios.

Segundo o cônsul-geral do Japão no Paraná, Soichi Sato, a comemoração dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil representa mais uma oportunidade para a inserção de novas empresas e produtos paranaenses no Japão. A opinião é dividida pelo ex-deputado Antonio Ueno, que hoje preside a Câmara de Comércio Brasil Japão do Paraná, entidade fundada há 30 anos. “A Câmara aposta num novo perfil de trabalho e quer ser parceira das pequenas e médias empresas no comércio exterior”, diz ele.

Japão: mercado decisivo (Box 2)

A segunda maior economia do planeta é detentora de tecnologia avançada, com destaques na indústria de veículos e motores, equipamentos eletrônicos e de telecomunicações, máquinas-ferramenta e computadorizadas, sistemas de produção, entre outros.

Mas esta nação de 127 milhões de habitantes depende integralmente da importação de matérias-primas e do petróleo. Possui quase a auto-suficiência em arroz, mas importa cerca de metade de cereais e demais alimentos.

José Lima é responsável pelo departamento de comércio exterior da cooperativa Copagril, de Marechal Cândido Rondon. Com exportações de frango para o Japão desde 2005, a empresa espera aumentar as vendas no futuro. “O Japão é um mercado decisivo para nossa empresa. Fizemos uma análise de mercado e constatamos que o Japão é um país rentável como os países da Europa”.

Localizada no município de Lobato, região Norte do Estado, a Indústria e Comércio de Laticínios Lider Ltda realizou, em 2007, sua primeira venda internacional. De acordo com Edson Romanin, o mercado japonês foi o primeiro comprador de néctar de frutas da indústria.
Atualmente, mesmo com o interesse no mercado interno, a indústria acredita que o governo pode ajudar no fomento ao comércio exterior. “O governo do Estado já nos ajuda muito na questão tributária, diminuindo o ICMS, e pode incentivar cada vez mais as empresas a exportarem mais”, afirma ele.


AEN
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