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Iapar lança cultivares de trigo resistentes a principais doenças
30-06-2008 09:06

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) lançou nesta sexta-feira (27), em Londrina, as variedades de trigo IPR 130 e IPR 136, como parte das atividades comemorativas de seus 36 anos de fundação. São materiais que apresentam ótimo desempenho agronômico – ampla adaptação, resistência às principais doenças da cultura e elevada produtividade – e ainda se destacam pelas características de uso industrial.

CARACTERÍSTICAS – De acordo com o pesquisador Carlos Roberto Riede, a variedade IPR 130 tem ampla adaptação, podendo ser cultivada nos Estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Tem porte baixo e ciclo médio, ficando pronta para colheita em cerca de 119 dias. O potencial produtivo chega a 5.000 kg/ha nas melhores condições de plantio e clima. É moderadamente resistente ao acamamento e à debulha natural, mas demonstra suscetibilidade, também moderada, à germinação na espiga e à acidez do solo.

No quesito doenças, é moderadamente resistente à brusone e apresenta suscetibilidade moderada a manchas foliares e às ferrugens do colmo e da folha. Giberela e oídio exigem um pouco mais de atenção dos triticultores, já que a variedade é suscetível a essas moléstias. Do ponto de vista industrial, IPR 130 tem grãos são do tipo semiduro e força de glúten (valor W = 303) que dá uma farinha apropriada para a indústria panificadora, o chamado “trigo pão”, explica o pesquisador.

Também de ampla adaptação e excelente qualidade industrial, IPR 136 pode ser cultivada no Paraná e Mato Grosso do Sul. Igualmente de porte baixo e ciclo médio, mostra resistência moderada ao acamamento e à debulha natural. Quanto à germinação na espiga e à acidez do solo, verificou-se nos ensaios que o comportamento varia de moderadamente suscetível a moderadamente tolerante. O potencial produtivo pode superar 3.700 kg/ha, segundo Riede.

Na avaliação de doenças, o pesquisador esclarece que a variedade é moderadamente resistente à brusone e manchas foliares e tem suscetibilidade moderada à ferrugem da folha e à giberela. “No entanto, é suscetível ao oídio”, alerta. Ele ainda aponta que IPR 136 tem grãos duros, um tipo bastante procurado pela indústria, e sua força de glúten (valor W = 360) é elevada, sendo classificado como “trigo melhorador”.

O glúten é um tipo de proteína encontrado em certos cereais – principalmente trigo e triticale – que se organiza em uma espécie de “rede” quando a farinha entra em contato com a água e é trabalhada. Essa estrutura é capaz de prender os gases formados durante a fermentação e crescimento da massa, com efeitos na sua elasticidade.

Conforme Riede, a força de glúten (valor W) define se a farinha é apropriada para panificação (chamado “trigo pão”, com W entre 240 e 300) ou para outros tipos de massas, como bolachas e biscoitos (“trigo brando”, com W inferior a 180). O “trigo melhorador” tem W superior a 300, e é destinado a misturas com farinhas mais fracas, visando aumentar a qualidade geral da massa.

IPR 130 e IPR 136 foram desenvolvidas em parceria com a Fundação Meridional de Apoio à pesquisa Agropecuária. Sementes das novas variedades estarão à disposição dos produtores já para a próxima safra.


AEN
Foto:Iapar
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