Segurança

Campanha contra tráfico de pessoas chega ao Aeroporto Afonso Pena
27-07-2016 17:47

Um grupo de voluntários de uma entidade não governamental simulou terça-feira várias situações de tráfico de pessoas. As atividades fazem parte da 3ª Semana Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas – Coração Azul, organizada pela Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos e que segue até sexta-feira (30), dia mundial de combate ao tema.

“O tráfico humano é crime e está associado a diversas outras violações de direitos humanos. É motivado por diferentes propósitos, como exploração sexual, trabalho escravo, mendicância forçada, servidão doméstica e retirada involuntária de órgãos para transplante”, ressalta o secretário da Justiça, Artagão Júnior.

O trabalho escravo, que é uma das modalidades de tráfico humano, já fez 373 vítimas em dois anos só no Paraná. Para a coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Secretaria de Justiça, Cristina Xavier, entre a fome e o trabalho a pessoa opta pelo trabalho. “Mas ela tem que entrar na formalidade laboral, com registro de trabalho, local adequado, alimentação, sem carga horária excessiva. Se a pessoa não tiver nada disso ela está sendo vítima de tráfico”.

Quem passava pelo aeroporto se impressionou com as cenas. “Eu achei impactante e ao mesmo tempo é um alerta, pois isso choca a gente. As meninas de coleira, a outra amarrada”, disse a aposentada Eliana Castella.

Gabriel Frank, estudante, disse que muita gente acha que isso é ficção, que não existe. “Mas às vezes só está longe dos nossos olhos”.

AÇÃO NA PENITENCIÁRIA - Nesta quarta-feira (27) as ações tiveram continuidade na Penitenciária Central do Estado Feminina e na Penitenciária Feminina do Estado, onde cerca de 80 mulheres receberam palestra sobre o tráfico de pessoas e orientações de como se prevenir deste crime bárbaro.

Para a diretora da Penitenciária Central do Estado Feminina, Cinthia M. Mattar Bernardelli Dias, são atividades que com certeza irão conscientizar boa parte das detentas. “Muitas delas não tinham o conhecimento do crime e supostamente estavam vulneráveis a ele. Agora o conhecimento favorecerá para que todas tomem o maior cuidado”.

A coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico, Sílvia Cristina Xavier, ressaltou que todas as informações passadas têm que ser divulgadas, pois todos estão vulneráveis a um crime tão velado e as mulheres são as principais vítimas.

Agência Estadual de Notícias
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