Turismo

Corpo de Bombeiros registra 1,2 mil acidentes com água-viva em um só dia
20-01-2012 17:29

O Corpo de Bombeiros registrou na quinta-feira (19) 1.223 casos de acidentes envolvendo água-vivas no Litoral do Paraná. Os maiores números de ocorrências foram registrados nas praias de Guaratuba (560) e Matinhos (506). Os salva-vidas também atenderam, no mesmo dia, 156 casos em Pontal do Paraná e um em Antonina. Desde o início de temporada foram atendidos 2070 casos – o maior número já registrado pelos bombeiros no Litoral do Paraná numa temporada.

O grande número de ocorrências com águas-vivas foi tema de uma reunião em Matinhos nesta sexta-feira, com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria Municipal de Saúde de Matinhos e Corpo de Bombeiros. Ficou definido que, além de manter e ampliar a orientação aos banhistas, os guarda-vidas irão verificar diariamente as condições do mar e, caso verifiquem alta incidência de águas-vivas, poderão interditar temporariamente a praia, sinalizando a medida com hasteamento de bandeira dupla vermelha.

“O número de queimados deve ser ainda maior, pois em algumas situações o banhista não procura os salva-vidas ou o Corpo de Bombeiros”, diz o comandante do Corpo de Bombeiros na Operação Verão, tenente-coronel Edmilson Barros. Segundo ele, o número registrado este ano supera largamente os dos anos anteriores. Na temporada 2007-2008 foram registrados 309 casos. Em 2008-2009, os registros caíram para 300 banhistas queimados, e entre 2009 e 2010, foram 241 casos. Na temporada 2010-2011 foram registrados 541 casos.

ORIENTAÇÃO – O Corpo de Bombeiros distribui no Litoral um folder explicando como o banhista deve agir após ter contato com água-vida. “A pessoa deve lavar o ferimento com água do mar e procurar imediatamente um guarda-vidas, que está preparado para fazer o primeiro atendimento, com a aplicação de vinagre, para neutralizar a dor. Em seguida o paciente deve procurar atendimento médico no serviço de saúde do Litoral”, orienta Barros.

Ele lembra que o banhista deve evitar contatos com o local atingido pela água-viva. “A orientação é que a vítima evite esfregar as mãos ou as unhas, ou mesmo tecidos no ferimento, para evitar estourar as cápsulas do veneno. Nunca se deve colocar água doce no local atingido, pois isso poderá agravar o problema”.

ESTUDO – A Secretaria de Estado da Saúde está fazendo um estudo para apurar as causas do aparecimento das águas-vivas no Litoral do Paraná e trabalha com diversas hipóteses, entre elas o desequilibro ambiental.

Equipes das secretarias municipal e estadual de Saúde e guarda-vidas estão recolhendo amostras de águas-vivas. “Essas águas-vivas são transportadas pelas marés e por correntes marítimas. Conforme o fluxo das correntes e dos ventos – influenciados pela temperatura e clima –, essas espécies são levadas para a costa”, explica o biólogo Emanuel Marques da Silva, da Divisão de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde.

Ele disse que a ação de grandes pescadores em mar aberto pode influenciar no deslocamento das águas-vivas para a costa. “As ações de grandes pescadores que utilizam redes para a pesca acabam removendo esses animais – que estão em uma profundidade maior – das correntes em que estavam navegando, e esta pode ser uma das causas do aparecimento desses animais nas praias”, diz Silva. “Vamos recolher amostras do animal e monitorar a situação para tentar entender o fenômeno”, afirmou.

O ANIMAL – As águas-vivas são animais de estrutura radial, a maioria com tentáculos, podendo apresentar-se em formas fixas (hidras ou pólipos) ou móveis (medusas). Podem aparecer em grande quantidade nas praias de mar aberto ou mesmo no interior das baías.

São representadas por várias espécies ao longo do Litoral do Brasil. Poucas, no entanto, estão implicadas em acidentes com humanos. Podem nadar livremente, embora dependam em grande parte das correntes, ventos e marés para se locomover.

Ao observar a ocorrência de águas-vivas na praia, deve-se evitar entrar no mar ou mesmo tocá-las quando aparentemente mortas na areia.

O contato com a água-viva causa dor imediata, de forte intensidade, com sensação de ardência. Pessoas mais sensíveis ou alérgicas podem ter reações mais intensas, como náuseas, vômitos ou dificuldade para respirar.

O acidentado deve sair da água e buscar atendimento médico, para o tratamento da dor e de suas complicações.

Em caso de acidente com a água-viva, o banhista pode se orientar através do telefone 0800 410148, do Centro de Controle de Envenenamentos.

(Box 1) O QUE FAZER EM CASO DE QUEIMADURAS POR ÁGUA-VIVA

1. Esteja sempre em área protegida por guarda-vidas (são 101 postos no litoral do Paraná);

2. Pergunte ao guarda-vidas se há grande incidência desses animais marinhos no local e, se houver, evite entrar no mar;

3. Entre no mar até a altura máxima de água até a cintura;

4. Se você for queimado, saia imediatamente da água;

5. Lave o local com água do mar sem esfregar as mãos na área afetada (nunca lave com água doce ou outra substância, como álcool e urina).

6. Procure um posto de guarda-vidas para colocar vinagre na área atingida. Isto neutraliza a ação da toxina;

7. Casos mais graves (com grande área corporal atingida e pessoas alérgicas) devem ser encaminhados ao hospital para tratamento definitivo;

8. Não toque nos animais, mesmo aqueles que estejam aparentemente mortos na areia da praia.

9. Para mais informações pelo telefone 0800 410148 (Centro de Controle de Envenenamentos).



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