Maná da Segunda

Maná da Segunda - Solucionando Conflitos e Disputas nos Negócios



Por Rick Boxx

Ao longo dos anos venho tendo o privilégio – e o desafio – de ser mediador em disputas entre sócios em diversos negócios. Em grande parte dos casos, encontrar a solução não é algo agradável ou fácil, mas muito necessário. Quando uma pessoa começa a se sentir desconsiderada de alguma forma por seu parceiro o relacionamento pode deteriorar rapidamente. 

Essas disputas resultam de muitos fatores, mas comumente são geradas por falhas na comunicação. As acusações do tipo  “ele disse”, “ela disse”, “eles disseram”, se somam e as ameaças de processo se avolumam. Parcerias formadas com as melhores das intenções e grandes expectativas são destruídas – geralmente de modo desnecessário - por causa de um único acontecimento.

Por isso é essencial abordar e trabalhar para resolver o problema com cuidado. No processo de mediação, provar que sua posição é a certa não deve ser o maior objetivo, mas, sim, considerar como trabalhar de modo mais eficiente para encontrar uma solução razoável – aquela que deve trazer ganho para todas as partes envolvidas.

Falando a Seus seguidores, Jesus fez observações específicas acerca de conflitos interpessoais e sobre como eles deveriam ser resolvidos. Por exemplo, Ele advertiu: “Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz...” (Mateus 5:25).

Dois princípios importantes são mencionados aqui. Primeiramente, reconhecer áreas de conflito e resolvê-las antes que pequenos problemas cresçam e se transformem em grandes causas de contenda. Hoje nós chamamos a isso “fazer tempestade em copo d’água”. 

O segundo ponto mostrado por Jesus implicava em evitar, sempre que possível, ter que levar uma disputa para ser resolvida por um juiz em um tribunal. As razões para isso são muitas:

• Disputas legais são caras.

• As decisões tomadas pelos juízes podem ser arbitrárias.

• O resultado obtido por meio do tribunal deixa de resolver as questões emocionais e relacionais envolvidas.

• Os grandes recursos da sabedoria de Deus e o poder de cura podem ficar de fora do processo.

É verdade que às vezes é inevitável levar uma questão diante do tribunal. Uma ou mais partes podem não estar dispostas a procurar um mediador ou um árbitro que lhes possibilite trabalhar na busca de soluções aceitáveis. Entretanto, isso é uma pena, porque embora resulte num julgamento legal, é grande a possibilidade de que os sentimentos feridos impeçam a continuidade de relacionamentos empresariais que anteriormente eram apreciados. Se você está em conflito com um sócio, procure envolver uma terceira parte sábia e racional, em quem ambos confiem, para ajudá-los a esclarecer o assunto rapidamente. 

O apóstolo Paulo, escrevendo para um grupo de cristãos contenciosos da antiga cidade de Corinto, instigou-os: “Quando algum de vocês tem uma queixa contra um irmão na fé, como se atreve a pedir justiça a juízes pagãos, em vez de pedir ao povo de Deus que resolva o caso?  Será que vocês não sabem que o povo de Deus julgará o mundo? Então, se vocês vão julgar o mundo, será que não são capazes de julgar essas coisas pequenas? Por acaso vocês não sabem que nós julgaremos até mesmo os anjos? Muito mais, então, devemos julgar as coisas desta vida! Portanto, se surgir alguma questão dessas, será que vocês vão procurar pessoas que são desprezadas na igreja para julgarem esses casos? Que vergonha! Será que entre vocês não existe alguém com bastante sabedoria para resolver uma questão entre irmãos?” (I Coríntios 6:1-5). 

Próxima semana tem mais!

Rick Boxx é presidente e fundador da "Integrity Resource Center", escritor internacionalmente reconhecido, conferencista, consultor empresarial, CPA, ex-executivo bancário e empresário. Adaptado, sob permissão, de "Momentos de Integridade com Rick Boxx", um comentário semanal acerca de integridade no mundo dos negócios, a partir da perspectiva cristã.  Tradução de Mércia Padovani. Revisão de Juan Nieto.

 Perguntas para Reflexão ou Discussão   

1. Você já se envolveu em algum conflito que não pôde ser resolvido através do trabalho conjunto das pessoas afetadas? O que dificultou uma solução viável nesse caso?

2. Você já vivenciou circunstâncias em que os envolvidos estavam dispostos a buscar por um mediador para solucionar seu conflito? Qual foi o resultado?

3. Você concorda que sempre que possível é preferível resolver uma disputa antes que ela chegue a um juiz ou tribunal, ou mesmo um júri? Por quê?

4. Em sua opinião, por que muitas pessoas não se mostram dispostas a aceitar a mediação como uma alternativa para resolver conflitos, e insistem em adotar ações legais para isso?

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Mateus 6:14-15; 1Coríntios 6:6-11; Efésios 4:29-32; Colossenses 3:12-14.  


MANÁ DA SEGUNDA® é uma reflexão semanal do CBMC - Conectando Business e Mercado a Cristo, organização mundial, sem fins lucrativos e vínculo religioso, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial. © 2016 - DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL

 

 


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