Reflexão

A Fé Começa em Casa – Fortaleça Sua Identidade



Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele. (Provérbios 22:6)

Certo dia meu irmão e eu resolvemos construir um carrinho de madeira. Tínhamos por volta de 13 anos e éramos muito garotos ainda, vivendo numa cidade do interior do estado.

O carrinho tinha uns pedaços de madeira fincados no chão como se fossem pedais do carro, um pedaço de madeira mais comprido também fincado no chão com uma tampa de lata de cera pregada na outra ponta, que era nossa direção. Tinha até um freio de mão e um banquinho para sentar.

Brincamos de maneira muito divertida naquela tarde, nós dois rimos bastante na nossa viagem imaginária por muitos lugares.

À tardinha, ainda estava claro, devia ser verão, meu pai chegou do trabalho e nos viu brincando e perguntou:

— O que é isto?

— É nosso carro! Falamos a ele.

— E vocês sabem dirigir? Ele perguntou.

— Claro que sabemos, olha só! Dissemos e um de nós sentou no banquinho e começou a dirigir o carro de brinquedo.

— Para que servem os pedais? Meu pai nos perguntava.

E assim fomos explicando a ele como se fazia para dirigir. Meu pai sempre dirigiu muito bem e me orgulhava da forma como sempre nos levava em segurança a todos os lugares.

Lembro-me de certo dia que estávamos viajando à noite numa estrada muito escura e, de repente, vimos um ônibus parado meio no acostamento meio na estrada sem iluminação e sem sinalização. O pneu do ônibus tinha furado, havia sido retirado e estava no meio da pista de forma muito perigosa. Nosso carro bateria naquele imenso pneu se não fosse a manobra de meu pai, que conseguiu virar a direção, desviar do pneu e continuar sem nos acidentarmos, o que poderia ter causado sérias consequências a nós todos. Restou um para-lama amassado no fusquinha, mas estávamos muito bem, graças a Deus e à perícia do meu pai.

Bem, depois que lhe explicamos sobre como dirigir nosso carro de madeira, ele perguntou se nós sabíamos dirigir um carro de verdade, e a gente falou que não sabia.

Imediatamente ele disse:

— Vou ensinar vocês a dirigir.

Meu irmão e eu ficamos sem saber o que dizer, mas superanimados com a ideia de aprender a dirigir. Nos próximos finais de semana ele nos levou a um loteamento novo em que quase não haviam casas, com ruas de terra onde poderíamos dirigir sem perigo.

Alguns anos depois ele nos levava em algumas viagens curtas pelas cidades do interior e quando chegava a estradas de terra ele nos deixava dirigir o carro. Um levava o carro e outro trazia, sempre nos locais em que não havia movimento.

Certo dia, eu estava dirigindo numa destas estradas e um ou dois dias antes tinha chovido muito. Em alguns locais se formaram poças de água, que ao passar os caminhões pesados formaram trilhos altos.

Na minha inexperiência na direção, quando cheguei ao local entrei com o carro e coloquei as rodas nas valetas e o fundo do carro bateu no barro duro, fazendo-me perder a direção do carro. No desespero mexi na direção e quando o carro saiu da valeta, com a força que havia adquirido subiu no morro de terra que estava ao lado da estrada.

Meu pai num reflexo rápido colocou a mão na direção e levou o carro para a estrada novamente.

Eu fiquei em estado de choque. Para mim havia acabado ali a minha aventura na direção, pois eu me encontrava arrasado, me sentindo muito mal e esperava a bronca que viria em seguida. Então eu disse:

— Pai, pegue a direção, eu não vou dirigir mais.

Então ele me disse algo surpreendente:

— Luis Antonio, o combinado é você levar o carro até tal ponto da estrada. Engate a primeira e vamos seguir.

Eu não podia acreditar no que ele havia dito. Eu tinha errado e na minha concepção devia ser repreendido, mas ele não fez isto. Ele me deu segurança.

Hoje me lembro daquele dia como uma lição aprendida com amor e não ficou nenhum temor em relação ao que aconteceu, a não ser uma doce lembrança de meu pai me ensinando a ser um homem que não abandona sua missão ao ter problemas, mas enfrenta a situação e resolve-a.

Senhor Jesus, te dou graças pelo meu pai e pela maneira que o Senhor o usou para me ensinar muitas verdades e princípios os quais me são úteis até hoje. Que eu possa ser sábio ao ensinar meus filhos para que possa marcá-los com boas atitudes, reforçando sua autoimagem e identidade. Amém!

Luis Antonio Luize


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