Reflexão

Armadura Cinturão – Vivendo O Evangelho



O termo empregado pela NVI neste texto é “cinto”, embora as traduções Ferreira de Almeida empreguem “cinturão”. Olhando para as vestimentas da época, me parece mais acertado ser um cinturão mesmo, pois era bem largo e colocado na altura dos rins. Servia para firmar a região lombar nas caminhadas e viagens montado em animal, além de ajudar bastante com cargas nas costas. Tinha lá suas fivelas e enfeites, proporcionais ao orçamento do dono, e eventualmente algum bolso. A posição é sem duvida lombar, tanto que no texto grego aparece a palavra “lombos” e algumas traduções ainda o preservam.

Pergunta: e eu com isso? Pois é. O cinturão é “a verdade” na armadura. Pensemos juntos um pouco sobre a verdade tão escassa dos nossos dias, sobre o pouco amor à ela e principalmente sobre a falta de firmeza que isso tem nos causado.

Sem estar adequadamente firmado nos lombos, facilmente caimos, desequilibramos e nos machucamos. Já se sentiu desequilibrado? Talvez literalmente, talvez emocionalmente, talvez financeiramente, talvez profissionalmente. Eu já passei por todos, mas devo ser só eu que sou meio fraco. Aliás, quem me conhece sabe que sou jeitosinho feito um alazão desgovernado e meu equilíbrio é comparável ao de um bebê de dois anos. Sim, eu desequilibro e caio, ainda que com quase 50 anos e isso desde sempre. Sim, eu derrubo coisas tanto quanto meus filhos adolescentes. Sim, eu sei, isso é coisa de tonto. Mas eu sou assim. Agora imagine se eu não andasse minimamente prevenido, tomando cuidado – estaria destruído.

Assim andam muitos ao meu redor em várias áreas de suas vidas, desequilibrando com o peso que carregam nas costas. Peso de mentira, peso de traição, peso de maldição, peso de falta de retidão, peso de falta de santidade, peso disso e daquilo. Falta cingir-se com a verdade e falta o equilíbrio decorrente. Uma coisa é estar desequilibrado por uma fraqueza ou por um excesso de peso eventual. Totalmente outra coisa é não estar preparado para carregar o que tem.

A verdade está bastante fora de moda em nossos dias, mas ela ainda é o cinturão da armadura de todo cristão, discípulo de Jesus, cidadão do Reino de Deus. Sempre o será. Sem verdade somos filhos do inventor da mentira e isso não é bom, com certeza, nada bom. O equilíbrio de nossas vidas vem do cinturão da verdade nos lombos. Viver o evangelho é viver de maneira justa, sóbria e piedosa, segundo Tito. É ter esperança. É viver pela fé. Mas como isso pode ser possível desequilibrado?

Entendo o cinturão da verdade como item de defesa na armadura, comparável às sandálias em sua simplicidade, utilidade e importância. É relevante, é indispensável. Viver o evangelho exige esta indumentária. Nosso equilíbrio exige esta indumentária. Tomemos a verdade.


 Mário Fernandez

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