Reflexão

Cruz – Herança Conjunta



“E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Romanos 8:17)

Outro dia ao meditar na “chave” da herança de Jesus como sendo a cruz, este texto me saltou aos olhos. Existe uma condicionante aqui muito clara, não sei como não a tinha percebido tão plenamente até hoje. A condição é assim: somos herdeiros, SE somos filhos. SE COM ELE padecemos, com Ele somos recompensados. Até aí é simples e quase uma leitura basta. Mas a carta foi escrita por Paulo, um judeu estudado e conhecedor das Escrituras Judaicas. Ele aqui usou uma técnica poética de rima de conteúdo, ou seja, ele disse a mesma coisa duas vezes com palavras diferentes. Sob esta ótica ser filho = padecer com Ele e herdeiros = glorifcados.

A cruz é o inequívoco e unânime símbolo do sofrimento de Cristo por nós, com aspectos substitutivos, vicários, expiatórios, etc. Mas também é o símbolo da nossa filiação em Deus através de Cristo. Pela cruz Jesus padeceu, se com Ele padecemos com Ele seremos glorificados. Se com Ele padecemos temos a nossa parte da herança assegurada por promessa do Pai.

Acho interessante perceber esse tipo de conexão, pois ela afeta aspectos práticos da vida de cada um de nós. Malcomparando, eu sempre penso num casamento. Quando ocorre um casamento, habitualmente a mulher assume o sobrenome do marido, ou no lugar de seu sobrenome original ou em adição à ele. Se a igreja é a noiva de Cristo, que sobrenome assumiremos nas bodas? Interessante pensar nisso. Quando conversei com algumas pessoas sobre isso, ouvi respostas das mais variadas. Embora meio previsível, eu tenho uma sugestão – deveríamos nos chamar “salvo na Cruz”. Eu seria “Mário Salvo na Cruz”.

A despeito do tom de piada, veja que o versículo diz com clareza que somos herdeiros se formos filhos e seremos glorificados se padecermos com Cristo. Minha conclusão é simples: nossa certidão de nascimento no Reino está na Cruz, assim como nossa “certidão de casamento” para as bodas do Cordeiro.

Mas e o aspecto prático? Vejamos. Uma mulher de respeito quando se casa muda de comportamento. Usa aliança, menciona seu conjuge, mude de sobrenome, sai da casa de seus pais, assume algumas tarefas e obrigações para com seu marido, passa a sair acompanhada pelo marido. E nós? Somos igreja, noiva prometida do Senhor, será que estamos nos comportando como tal?

Minha visão de hoje é que a igreja, de uma forma geral na minha geração, perdeu a percepção de noiva a caminho das bodas, portanto perdeu a percepção da filiação divina. Isso, meu querido, compromete seriamente a herança no Reino. Quem não é filho não tem herança. Isso ajuda a entender locais cheios de gente com coração vazio, movimento para todo lado mas poucas mudanças reais, gente com sofrimento que já devia ter superado.

É chegado um tempo de reavaliar nosso compromisso com o Senhor, pois a cruz nos exige isso. Sem compromisso não tem Reino. O prejuízo é totalmente nosso. Deus não deixará de ser quem Ele é, não será abalado nem prejudicado.

“Senhor, me ajuda a resgatar a percepção e o senso de responsabilidade para com a minha herança em Cristo. Quero ser um filho que orgulha o Pai.”

Mário Fernandez

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