Reflexão

Liderando Com o Coração – Não jogue a sua equipe contra si mesmo



Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta... aquele que provoca discórdia entre irmãos. (Provérbios 6:16,19b)

Certa vez, quando trabalhava em uma grande empreiteira e gerenciava a área de informática de uma das diretorias, participei de uma equipe relativamente grande. A diretoria tinha várias áreas e eu ajudava todas elas prestando-lhes o suporte necessário para que fizessem bem o seu trabalho através dos recursos computacionais. Quando a equipe foi contratada muitos bons profissionais do mercado foram atraídos visto que o desafio da nova área era grande.

Apesar de haver espaço para todos se destacarem e fazerem um excelente trabalho de equipe, certo dia uma moça foi até a nossa área e enquanto recolhia um enorme relatório na impressora começou a falar para mim:

- Sabe, eu não devia fazer isso, mas como você é meu amigo vou te contar.

Ela havia sido contratada depois de mim e nunca havíamos nos visto anteriormente, o que, obviamente, fez uma luz vermelha se acender na minha cabeça.

Ela continuou:

- Eu passei na sala do engenheiro Fulano e ouvi uma conversa dele com o engenheiro Sicrano. Eles estavam falando de você. Nossa, você não imagina como eles estavam reclamando do seu serviço. Se eu fosse você tomava cuidado com eles.

Então ela terminou de arrumar o relatório e saiu da sala.

O que ela não sabia é que eu já conhecia bem os respectivos engenheiros e tinha liberdade de conversar francamente com eles. Logo que ela saiu da sala, eu me levantei e fui conversar com o engenheiro Fulano e perguntei se havia algo do meu trabalho que o estava prejudicando e que precisava ser melhorado. Ele disse que estava tudo bem e que estava estranhando a pergunta.

Eu lhe respondi que um passarinho verde havia me contado que tinha ouvido ele reclamar de mim para outra pessoa. Ele deu risada e falou que aquele passarinho já havia passado por lá e feito um comentário parecido para ele.

Daquele dia em diante eu tomei o máximo de cuidado com o que falava ou fazia na presença daquela pessoa e contribuía com ela com o estritamente necessário para que o desempenho da equipe não fosse prejudicado. Algumas semanas adiante ela se demitiu alegando que não havia clima de coleguismo na empresa.

Infelizmente, isso é um defeito de caráter muito comum de ser encontrado por aí. Pessoas que parecem não entender que os outros componentes da equipe se comunicam e que aquilo que elas disserem, com certeza, será passado adiante. Principalmente em um grupo no qual o líder valorize a comunicação transparente e a construção de um resultado onde a equipe seja vencedora e não apenas o indivíduo.

Jogar as pessoas umas contra as outras é uma forma de minar os relacionamentos e a confiança entre os membros da equipe. Ao conseguir isso, a pessoa acha que consegue tornar os outros mais fracos que ela e assim prejudicar-lhes o desempenho, abrindo caminho para o seu próprio destaque. O problema desse tipo de raciocíonio é que esta pessoa pode até conseguir, a curto prazo, alguma atençao para si, mas, no futuro, quando ela precisar de uma equipe para dar respaldo aos seus novos desafios, ela não encontrará ninguém em quem possa confiar realmente. Pois, afinal, ela mesma destruiu esta confiança com os seus procedimentos.

Os líderes devem estar atentos para ver se este tipo de atitude está sendo adotada por alguém da sua equipe. Se for o caso, deve chamar o indivíduo para uma conversa e tentar fazê-lo ver que este procedimento só trará prejuízo para ele e afetará o relacionamento e resultado da equipe como um todo. Se o indivíduo entender e mudar, ótimo; se não, então será necessário afastá-lo da equipe para o bem do resultado desejado pelo esforço da equipe.

Mas e se for o líder que usar deste péssimo subterfúgio para tentar controlar os seus liderados?

Bem, eu vejo duas possibilidades.

Ou isso evidencia que o líder ainda tem sérios problemas de auto-imagem que o faz se sentir ameaçado pelos componentes da equipe; ou ele tem sérios problemas com o projeto e está tentando transferir a culpa/responsabilidade.

O líder que usa deste expediente dá um tiro no próprio pé, como diz o ditado popular. A primeira coisa que ele perde é a confiança daquele que o ouve. Afinal, esta pessoa vai pensar: Se ele está falando assim de fulano para mim, o que ele não estará falando de mim para outros? A falta de confiança traz com ela a falta de comprometimento.

Para a construção de uma equipe coesa e sadia é necessário que o líder seja confiável e a maneira como ele se comunica com a sua equipe e como ele gerencia a comunicação entre seus liderados é essencial para a construção dessa confiabilidade.

Senhor, dá-me discernimento para compreender as intenções daquilo que ouço, de maneira que eu consiga tornar a comunicação da minha equipe a mais saudável possível.

Vinicios Torres


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