Economia

Chuva ameniza prejuízos na agricultura do Paraná
25-02-2006 13:11

A Secretaria da Agricultura, por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgou nesta sexta-feira (24) em Curitiba o levantamento sobre a safra 2005/06 no Paraná.

De acordo com o balanço do Deral, as perdas financeiras são de R$ 1,5 bilhão. Ou seja, o novo levantamento não apresenta significativas alterações em relação ao estimado em janeiro deste ano. Isso demonstra que as perdas ficaram estacionadas devido às chuvas que voltaram a ocorrer a partir do final de janeiro.

O Instituto Agropecuário do Paraná (Iapar) informou que as únicas regiões que ainda enfrentam déficit hídrico são o sudoeste e o oeste do Estado. Porém, este mês, as precipitações já superaram o esperado para fevereiro em vários locais do Paraná.

O vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, explicou que com a volta das chuvas a situação não se agravou. “As regiões centro-oeste, noroeste, norte e sul do Estado apresentam perdas financeiras menores, comparadas às do mês de janeiro. Já nas regiões oeste e sudoeste, podemos verificar aumento nas perdas financeiras”, disse.

Segundo Pessuti, o percentual de perdas na produção de milho foi reavaliado. O balanço atual aponta perda menor do que a registrada em janeiro para os Núcleos Regionais da Secretaria de Apucarana, Campo Mourão, Laranjeiras do Sul, Londrina e Paranavaí. “Para os demais Núcleos Regionais, houve uma confirmação ou acréscimo das perdas em relação a janeiro. Devemos lembrar que o preço do milho usado para o cálculo das perdas apresentou uma variação positiva de 8,3% no período”, avaliou Pessuti.

De acordo com o levantamento do Deral, no caso da soja, as perdas financeiras registradas em janeiro foram de R$ 716,59 milhões a um preço médio de R$ 25,78 a saca de 60 quilos. Os Núcleos Regionais de Apucarana, Laranjeiras do Sul e Londrina reavaliaram, para menos, as perdas com a cultura. Já os demais Núcleos apresentaram aumento ou confirmação das perdas. Em todo o Estado, são R$ 778,03
milhões que deixaram de circular provenientes da produção de soja.

Produção – A Secretaria da Agricultura também anunciou os dados referentes à primeira estimativa para as culturas de inverno da safra 2005/06. Segundo o relatório do Deral, deverão ser cultivados 1,5 milhão de hectares. A produção estimada no Paraná varia entre 3,32 e 3,65 milhões de toneladas.

O secretário Pessuti informou que o potencial de grãos nesta safra, considerando os de inverno, era de 29,27 milhões de toneladas. “Mas com as adversidades climáticas ocorridas no Estado, devemos produzir cerca de 25,22 milhões de toneladas. Ou seja, estimamos uma redução de 13,8%”, disse.

Para os técnicos do Deral, das 4,05 milhões de toneladas que deixarão de ser produzidas, 2,07 milhões são de milho e 1,84 milhão é de soja.

Soja – O potencial produtivo da cultura estava estimado em 11,73 milhões de toneladas. Atualmente, a produção do grão está avaliada em 9,89 milhões de toneladas: uma redução de 15,7%. Segundo os técnicos da Divisão de Conjuntura Agropecuária (DCA/Deral/Seab), a produção mais prejudicada encontra-se no Núcleo Regional de Francisco Beltrão, onde a redução é de 47%. Em Toledo, a quebra chega a 36,4%. Já em Pato Branco, é de 28,2%.

Milho – O milho da primeira safra é a cultura de verão mais afetada pela estiagem. De acordo com o levantamento do Deral, a quebra na produção é de 22,1%. O potencial produtivo, que era estimado em 9,38 milhões de toneladas, atualmente está avaliado em 7,30 milhões de toneladas. O volume que deixará de ser colhido representa uma perda financeira de R$ 443,26 milhões. O Núcleo Regional de Francisco Beltrão também foi o mais afetado. A redução atinge 65,2% da produção regional. Em Pato Branco, a quebra é de 40,7%.

Feijão – Segundo o novo balanço, as perdas com a cultura atingem 20,8% da produção. Inicialmente, o potencial produtiva nesta safra estava estimado em 536 mil toneladas. Atualmente, o previsto é de 425 mil toneladas. A Secretaria da Agricultura informou que 95,6% da área já foi colhida. O restante ainda poderá ser afetado pelo excesso de chuva. Mas não deve comprometer a safra do Estado. Ou seja, o Paraná continuará líder nacional na produção da cultura. O Estado é responsável por 33% da produção de feijão da primeira safra. Até o momento, o volume perdido está estimado em 111.541 toneladas. Com isso, as perdas financeiras com a cultura são de R$ 127,97 milhões.

Algodão – A quebra na produção da cultura é de apenas 7,1%. Isso porque os Núcleos Regionais de Campo Mourão, Ivaiporã e Londrina, responsáveis por 46% da produção, não registraram perdas até o momento. Já nos Núcleos Regionais de Toledo e Maringá, a quebra na produção está acima de 20%.

Fumo – Nesta safra, a cultura do fumo foi cultivada em 82.324 hectares. O levantamento do Deral aponta uma redução de 12% na produção, decorrente da estiagem e chuva de granizo. No Núcleo Regional de Irati, o granizo provou a perda de 750 hectares. No Núcleo Regional de Francisco Beltrão, a perda foi de 140 hectares.

Foto SECS
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