Economia

Dilma Rousseff vem ao Senado debater situação da Varig
24-04-2006 20:33

Na manhã desta terça-feira (25), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, credores e representantes de funcionários do Grupo Varig virão ao Senado debater a crise enfrentada pela empresa e as alternativas possíveis para tentar livrá-la da falência. O governo vive um impasse a respeito da possibilidade de injetar dinheiro público para tentar salvar a Varig, que por sua vez alega ter um crédito de mais de R$ 4 bilhões para receber dos cofres públicos por perdas com congelamento de tarifas.

Também participará da audiência o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Demian Fiocca. O presidente do BNDES foi convidado porque existe a possibilidade de a instituição liberar crédito para empresas interessadas em adquirir a Varig. Outro que deverá participar da audiência é Rodolfo Landim, presidente da BR Distribuidora. A Varig tenta negociar com a BR a venda a prazo de combustível para abastecer seus aviões.

Deverão vir ainda à audiência o presidente da Infraero, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira; o diretor-geral da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi; o comandante Marcio Marsillac, coordenador da associação Trabalhadores do Grupo Varig (TGV); Elnio Borges, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, e Marcelo Gomes, gerente-geral da Alvarez e Marsal, especializada em reestruturação de empresas, que foi contratada pela Varig.

O debate sobre a situação da Varig será feito em audiência pública conjunta das comissões de Serviços de Infra-Estrutura (CI), Assuntos Econômicos (CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR). A reunião será na sala 13 da ala Alexandre Costa, a partir das 10h.

Em reunião na semana passada, os senadores da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) ressaltaram ser impossível o governo investir qualquer quantia na empresa se ela não cortar na "própria carne". O senador Gerson Camata (PMDB-ES) acusou a Fundação Rubem Berta, controladora majoritária da Varig, de atuar de forma "predatória" por não permitir ações como a execução de um plano de recuperação com demissões de funcionários.O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) informou que apenas 58 aviões da empresa estão em operação, mas que quase 1.300 pilotos permanecem contratados, e alguns deles com salários de R$ 50 mil.

Elina Rodrigues / Repórter da Agência Senado
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