Educação

Ensino superior público recebe acréscimo de recursos de 75%
26-06-2006 09:22

Os recursos aplicados pelo Governo do Estado no sistema público de ensino superior aumentaram 75%, segundo informado a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. “A educação superior nunca recebeu, num único governo, tantos recursos como agora”, disse a secretária Lygia Pupatto. O sistema é constituído de cinco universidades e doze faculdades,

Em 2002, de acordo com a Secretaria, o orçamento global para as universidades e faculdades estaduais somou R$ 373 milhões. Para 2006, o orçamento projetado é de R$ 610 milhões. Além desse montante, as instituições receberam, no período 2003-2005, R$ 27 milhões do Fundo Paraná para a área da ciência e tecnologia.

Infra-estrutura – Somente para infra-estrutura das instituições, o governador Roberto Requião autorizou, durante reunião do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, ocorrida no início deste ano, R$ 75 milhões para o período 2006-2009, R$ 15 milhões dos quais já foram liberados para aplicação em 2006, dependendo apenas da aprovação dos projetos exigidos pela Secretaria.

Esses projetos compreendem a construção de novos laboratórios, de salas de aula e de espaços dentro das universidades e faculdades, bem como a compra de equipamentos destinados à melhoria das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

“Essa possibilidade de realizar planejamento de longo prazo é uma novidade nas nossas instituições públicas de ensino superior”, comentou a secretária. Ela observou também que “todos esses recursos têm ajudado na recuperação da auto-estima das universidades e faculdades estaduais”.

Avanços – Em três anos e meio de governo várias ações foram desenvolvidas pelo governo estadual com o objetivo de melhorar e dar consistência às carreiras dos servidores das faculdades e universidades mantidas pelo Estado, destaca ainda a secretária.

“A primeira providência foi a regularização dos cargos nessas instituições, uma situação que estava pendente há mais de dez anos. Em seguida, os docentes tiveram ganhos salariais da ordem de 18% em média, o que ocorreu sem greves, como resultado de negociação, diferentemente do que ocorreu nos oito anos do governo anterior, quando os professores paralisaram suas atividades durante seis meses, na maior greve da educação do país, conseguindo 13% de reajuste”, explicou Lygia Pupatto.

De acordo com Lygia, além da questão salarial, “a carreira dos docentes foi estruturada de modo a estimular a qualificação profissional num claro compromisso do governo com a qualidade do ensino público estadual”. O passo seguinte foi a abertura de concurso público para substituição de docentes temporários em todas as dezessete instituições de ensino superior.

A ação mais recente do governo estadual em relação aos servidores das universidades e faculdades foi a implantação da carreira técnica universitária, que contemplou os mais de 8 mil técnicos-administrativos, representando reajustes salariais entre 8% e 84%.

Desafios – Apesar de todos os investimentos já realizados pelo governo do Paraná no ensino superior a secretária diz que “são muitos os desafios a serem enfrentados nessa área”.

Na sua opinião, o maior deles será investir numa formação acadêmica mais humanista, ao contrário do que ocorreu no século XX, quando se observou uma grande evolução da ciência e da tecnologia calcada apenas em aspectos técnicos. “Deveremos formar profissionais comprometidos com o desenvolvimento do nosso estado e do nosso país”, defendeu.

Acesso – Lygia Pupatto ressaltou a importância das universidades e faculdades para os municípios situados no entorno dessas instituições. “Impossível imaginar o que seria a cidade de Londrina, de Maringá, de Ponta Grossa e outras sem as suas respectivas instituições de ensino superior”, afirmou. Ela citou como exemplo a região de Jacarezinho, onde existem três faculdades estaduais. “São centenas de alunos que chegam todas as noites na cidade para estudar, assim como em outras regiões do Estado”.

A secretária entende que apesar de o Estado contar com 17 instituições estaduais de ensino superior é preciso conquistar mais universidades federais. “Enquanto Minas Gerais conta com 15 universidades federais, o Paraná possui apenas duas, a UFPR e a UFTPR, o antigo Cefet”, comparou. “Não podemos esquecer da Universidade no Litoral, que funciona como uma extensão da UFPR, e onde o governo Roberto Requião está aplicando R$ 10 milhões”.

Outra forma de ampliar o acesso ao ensino superior público é, de acordo com Lygia Pupatto, garantir, no capítulo da reforma universitária, que tramita no Congresso, um capítulo à parte que possibilite ao governo federal contribuir com o financiamento dos sistemas estaduais de ensino superior.

“O ministro Paulo Bernardo já garantiu a permanência desse capítulo no projeto da reforma”, adiantou, acrescentando que a contrapartida paranaense seria abertura de novas vagas no ensino superior, principalmente no período noturno, beneficiando assim os estudantes trabalhadores. “Atualmente, só 10% dos jovens brasileiros com idade entre 18 e 24 anos conseguem chegar ao ensino superior”, comentou ainda.


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