Educação

MEC deve investir R$ 2 milhões na criação de núcleos para superdotados, diz coordenadora
01-02-2006 17:25

Rosamélia Abreu
Repórter da Voz do Brasil

Brasília - A vida de uma criança com inteligência e habilidades acima da média pode se tornar difícil se ela não encontra em casa e na escola apoio para desenvolver as atividades de seu interesse. Para ajudar essas pessoas, o Ministério da Educação decidiu investir R$ 2 milhões na criação de núcleos de atividades de alta habilidade e superdotação.

De acordo com a coordenadora geral de Desenvolvimento de Educação Especial do Ministério da Educação, Valéria Rangel, a idéia é dar suporte aos professores das escolas públicas para identificar , atender e desenvolver o potencial desses estudantes. Segundo ela os núcleos vão melhorar o atendimento aos alunos das escolas públicas. "As escolas vão ampliar a capacidade de trabalhar com a diferença, melhorando, assim, o atendimento desses alunos" explica.

Valéria informa que os núcleos de atividade de alta habilidade e superdotação começam a funcionar a partir de março deste ano em todas as capitais e no Distrito Federal. Os governos estaduais e do DF vão garantir pessoal, material didático e o espaço onde vai funcionar o núcleo. Atualmente, apenas o Distrito Federal e o Mato Grosso do Sul dispõem de centros para atender crianças consideradas superdotadas.

Ana Paula Poças Zandelli dos Reis, que mora em Brasília, tem uma filha superdotada. Ela conta que a etapa mais difícil foi conseguir identificar que sua filha era uma criança com inteligência acima da média. "Mesmo sendo professora, eu não percebia que minha filha tinha habilidades especiais. Outra professora é que notou e conversou comigo.

A filha de Ana Paula tem hoje dez anos e é beneficiada pelo programa de Atendimento do Aluno Superdotado do Distrito Federal, que funciona desde 1976. Ela disse que os problemas de irritação da filha acabaram depois que ela passou a receber orientação adequada para se desenvolver.

"A gente tinha muita dificuldade na relação com a minha filha. Ela fazia o tempo todo muitas perguntas complexas. Era uma coisa exagerada. Depois que minha filha começou a ser atendida pelo programa, ela passou a ser estimulada a pesquisar nos livros e na internet os assuntos de seu interesse".
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