Educação

Reestruturação de escolas ainda está em fase de estudos, explica secretária
28-10-2015 10:34

A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, esclareceu nesta terça-feira (27) os estudos de avaliação da reestruturação da oferta de ensino da rede estadual. Este processo, segundo ela, é realizado todo ano desde 2006 e serve para auxiliar no planejamento da rede estadual de ensino para o ano seguinte.

“Posso assegurar que estamos em uma fase de estudos. Não temos nenhuma definição ainda sobre a cessação de escolas. Todos os 71 casos serão analisados por mim e pela minha equipe técnica”, afirmou a secretária em entrevista coletiva na sede da Secretaria de Estado da Educação, em Curitiba.

Ana Seres também comentou que algumas informações equivocadas estão sendo divulgadas e que nenhuma escola foi fechada até o momento e, muito menos, teve o trabalho interrompido. Depois de o estudo ser concluído, no mês de novembro, haverá o diálogo com os gestores e comunidade escolar. “Não se fecha uma escola por telefone ou pelo envio de um documento”, declarou a secretária. “É preciso haver diálogo com a comunidade escolar. Vamos analisar caso a caso”, disse.

A interrupção das atividades de uma escola acontece de forma temporária até dois anos. Neste período, caso aconteça o aumento de matrícula, a escola é reaberta. O estudo possui três critérios técnicos que definem a cessação ou não de um colégio: o número de matrículas, a questão pedagógica e recursos humanos.

Nos últimos anos, o número de matrículas na rede estadual vem diminuindo por questões demográficas. Assim, em algumas regiões do Estado houve um aumento de espaços ociosos que exigem uma reestruturação para melhorar o atendimento oferecido aos estudantes.

Entre os casos em análise, estão 31 unidades escolares do campo. A secretária garantiu que caso uma escola rural passe por reestruturação, os estudantes serão realocados para outra escola do campo.

EJA – O número de alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) caiu cerca de 30% desde o início do ano. A queda aconteceu em função da greve dos profissionais da educação, que levou os alunos a procurarem outros modelos que ofertam esta modalidade de ensino para continuar os seus estudos. São 19 unidades com oferta de EJA que estão em estudo de cessação devido ao número baixo de matrículas.

“Tudo o que decidimos e fazemos é pensando no estudante, a razão de uma escola existir é o aluno. Os alunos não serão prejudicados, vamos concluir o planejamento antes do cronograma de matrículas”, definiu a secretária Ana Seres.

REUNIÃO - No final da manhã desta terça-feira, o diretor-geral da Secretaria da Educação, Edmundo da Veiga, recebeu representantes do sindicato que representa os professores, pais e alunos de escolas de Curitiba e região metropolitana. O tema tratado na reunião foi o estudo de reestruturação da rede estadual de ensino. O diretor anotou as reivindicações e levou ao conhecimento da secretária para encaminhamentos.

Fonte: AEN
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