Maná da Segunda

Maná da Segunda: Perdão: Clemência e liberação



Por Norm Anderson



Perdoar é mostrar clemência diante da ofensa. O perdão é mutuamente benéfico: faz o ofensor ficar livre da punição e o ofendido livre da amargura. Na verdade, perdoar envolve “soltar” ou “libertar-se de”.



Na vida, particularmente neste século em que o ritmo é tão veloz e falamos ou agimos antes de ter tempo para avaliar as conseqüências de nossas palavras ou ações, estamos sujeitos a nos ofender uns aos outros, de vez em quando. A questão é: vamos abrigar rancores e sentimentos de hostilidade pela ofensa, ou estaremos dispostos a lidar com ela ― e com o ofensor ― de maneira positiva e restauradora?



Perdão libera as pessoas para seguirem em frente. É o reconhecimento que fazemos coisas que ferem outros, às vezes, profundamente. Perdão liberta da amargura e do ressentimento, remove o desejo de vingança e até mesmo a necessidade de entender completamente o por quê da ofensa ter sido cometida. Perdão abre caminho para reconciliação. Numa definição simples, reconciliação é a restauração do relacionamento.



Na falta do perdão as pessoas permanecem na amargura e no ressentimento, apegadas a rancores que, com o passar do tempo, podem ultrapassar as proporções da ofensa cometida.

Freqüentemente despende-se, sem necessidade, muita energia mental tentando compreender ou justificar o fato. O desejo de vingança pode se tornar intenso e os relacionamentos podem ser envenenados.



Na ausência de perdão, o que ofendeu não tem liberdade para seguir adiante e crescer e o que retém o perdão fica preso à amargura e ao ressentimento. Esta é uma forma muito infeliz de se viver, que afeta adversamente não apenas os envolvidos, mas também as pessoas à volta.



Todos nós cometemos erros e fazemos coisas que ferem os outros intencionalmente ou não. Desejamos e precisamos de relacionamentos fortes o suficiente para suportar erros e transgressões mútuos ― relacionamentos nos quais o nosso compromisso para com o outro supere irritações e ofensas. É o perdão que nos capacita a absolver e manter o relacionamento.



Vejamos alguns benefícios que o aumento de perdão proporcionam:

Relacionamentos continuam se desenvolvendo.

Pessoas à volta do ofendido e do ofensor se beneficiam.

Diminui o estresse.

Outros observam a experiência e vêem como o perdão funciona e podem colocar isso em prática em seus próprios relacionamentos.

Menos concentração nas pequenas irritações da vida e mais investimento de tempo e energia nas coisas importantes na vida.

O filósofo Samuel Johnson fez esta observação: “O homem sábio terá pressa de perdoar, porque sabe o verdadeiro valor do tempo e não suportará vê-lo passar em sofrimento desnecessário”.



A Bíblia fala de clemência e perdão de modo ainda mais constrangedor: “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Colossenses 3.13). A base mais vigorosa e definitiva para perdoarmos aos outros pode ser extraída da compreensão do como Deus nos perdoou, apesar de nossas muitas ofensas contra Ele.



Próxima semana tem mais!


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Texto adaptado do livreto intitulado "12 Sementes Para Desenvolver o Relacionamento: Atitudes e Ações Para Trabalhar e Vencer Juntos", por Norm Andersen (www.12seeds.com). Usado com a devida permissão. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes (fortes@cbmc.org.br).


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