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Bancários de quatro capitais e do Distrito Federal mantêm greve
14-10-2008 07:13

Brasília - Pelo menos cinco sindicatos de bancários decidiram na noite de ontem (13) pela continuidade da greve iniciada na última quarta-feira (8). A informação é da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

De acordo com a entidade, que está centralizando os dados do movimento, optaram por permanecer em greve os bancários de Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, de Porto Alegre e do Distrito Federal.

Na capital gaúcha, a greve deve se estender, a partir de amanhã (14), também às agências do Banco do Estado do Rio Grande Sul (Banrisul). Os funcionários decidiram hoje pela adesão ao movimento.

Até às 19h30m, ainda não havia informação dos resultados de assembléias de avaliação realizadas em outros pontos do país, mas a posição do Comando Nacional dos Bancários era de manutenção da greve, conforme Carlos Cordeiro, secretário- geral da Contraf.

“O comando reuniu-se no sábado (11) e orientou pela continuidade e ampliação do movimento, desde que não houvesse nenhuma proposta [por parte dos bancos]. Como a Fenaban não apresentou nenhuma proposta, nem chamou para nenhuma negociação, a expectativa do comando e da Contraf é de que a greve continue amanhã em todo o país nos 140 sindicatos, por tempo indeterminado ou até que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresente uma proposta decente que possa ser levada às assembléias de trabalhadores”, afirmou Cordeiro.

Segundo ele, cerca de 5 mil agências bancárias estiveram fechadas em todos os capitais e no interior do país nesta segunda-feira, incluindo bancos públicos e privados.

A paralisação aumentou o número de clientes que procuraram as casas lotéricas para obter serviços bancários como saques, depósitos e pagamento de contas.

Pela manhã, o sistema das loterias da Caixa Econômica Federal ficou fora do ar em todo o país por mais de uma hora e meia. Segundo a assessoria do banco, a pane ocorreu devido a sobrecarga do sistema gerada em função da greve.

Irís Cardoso, operadora de caixa de uma casa lotérica do Plano Piloto, em Brasília, disse que o movimento de clientes dobrou com a greve dos bancos e que a loja não está preparada para essa demanda.

“Aumentou demais mesmo. As contas duplicaram. O movimento não pára e existe muita reclamação porque já temos seis caixas funcionando e o povo fica impaciente para ser atendido. Isso além do risco de assalto que a gente corre também. Com a greve dos bancários, nós é que estamos sofrendo”, reclamou.

Os bancários querem aumento real de 5% (além da inflação de 7,15%), valorização dos pisos, auxílio-creche de R$ 415, vale-refeição de R$ 17,50 por dia, além de participação nos lucros e resultados (PLR) composta de três salários mais um valor fixo de R$ 3.500.


Os bancários rejeitaram no dia 24 de setembro proposta dos banqueiros que previa reajuste de 7,5% e PLR menor do que a paga no ano passado.

Procurada hoje pela reportagem da Agência Brasil, a Federação Nacional dos Bancos (Fenabam) informou por meio da assessoria de imprensa que não está se pronunciando sobre a greve.


Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil
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