Maná da Segunda

Maná da Segunda - Não ao Maquiavelismo



Por Rick Boxx

Anos atrás recebemos Michael Franzese como um dos oradores de nossos eventos. Franzese, que tinha passado nove anos na prisão, explicou que seu encarceramento foi consequência de ter seguido um código de ética. Não um código de ética social ou de outra pessoa, mas sim um código de ética próprio, um que ele adotara pessoalmente. 

Como ex-membro da Máfia, notório sindicato do crime, Michael acreditava e seguia um código de ética maquiavélico, até se converter. Nicolau Maquiavel foi um historiador, filósofo e escritor italiano renascentista. De seu sobrenome surgiu o termo de conotações negativas “maquiavelismo”. No livro de Maquiavel, O Príncipe, isso caracterizava fortemente os políticos extremamente inescrupulosos. Ele essencialmente ensinou que qualquer coisa é aceitável na busca de satisfazer os interesses e ganhos pessoais. 

Essa era a mesma perspectiva de Franzese utilizada para justificar suas ações antes de seu encontro transformador com Jesus Cristo.  Entretanto, se você tivesse sido vítima de um de seus crimes, duvido que teria qualquer apreciação pelo seu código de ética pessoal ou pela forma como ele racionalizava seus maus atos, dos quais mais tarde ele se arrependeu.

Infelizmente, vemos muitas crenças e comportamentos similares no mundo profissional e de negócios. Você pode aprender muito nas atuais faculdades de economia, mas uma coisa que você não pode aprender é um código de ética de concordância universal. É quase como acontecia com Israel nos tempos antigos, conforme referido em Juízes 21:25: “Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo.”

Embora já não ouçamos tanto nos dias atuais, os gurus de economia costumavam falar de “ética situacional”, o que equivalia a fazer o que quer que fosse apropriado para o momento e para alcançar qualquer objetivo ou meta que se desejasse. Isso não mudou muito nos dias de hoje. Muitas pessoas no mercado de trabalho acreditam que honestidade e integridade são necessárias apenas quando convenientes e servem para seus propósitos. 

Não surpreende o fato de quase diariamente ouvirmos e lermos notícias sobre violações éticas severas, mesmo nas esferas mais altas das empresas e corporações mais prestigiadas do mundo. Sem padrões e práticas aceitáveis de comportamento, todos se sentem livres para fazer o que parece direito aos seus próprios olhos. Por isso os ensinamentos atemporais e as verdades da Bíblia proporcionam as diretrizes mais confiáveis:

Maus atos serão punidos.  Como Franzese descobriu, acreditar que as ações de uma pessoa são justificáveis, não a livra das consequências. “Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte.” (Provérbios 14:12). “Saborosa é a comida que se obtém com mentiras, mas depois dá areia na boca.” (Provérbios 20:17). 

Deus apresenta o padrão máximo. Nossos jovens têm sido treinados para entender que a verdade é relativa, que não devem julgar os outros – e vice-versa. Se imaginarmos uma comunidade composta por “Maquiáveis” rapidamente veremos a falha de sua lógica. “Balanças e pesos honestos vêm do Senhor; todos os pesos da bolsa são feitos por Ele.” (Provérbios 16:11).

Honestidade e integridade proporcionam segurança.  Se nos esforçarmos para sermos honestos em todas as nossas transações, não haverá necessidade de conceber enganos. “A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói.” (Provérbios 11:3).   

Próxima semana tem mais!

Rick Boxx é presidente e fundador da "Integrity Resource Center", escritor internacionalmente reconhecido, conferencista, consultor empresarial, CPA, ex-executivo bancário e empresário. Adaptado, sob permissão, de "Momentos de Integridade com Rick Boxx", um comentário semanal acerca de integridade no mundo dos negócios, a partir da perspectiva cristã.  Tradução de Mércia Padovani. Revisão de Juan Nieto.

 Para Reflexão ou Discussão   

Que código de ética você segue? Como chegou a ele?
Você conhece os escritos ou o pensamento de Maquiavel? Você conhece alguém que se conduziu nos negócios usando uma filosofia similar? Se assim foi, qual foi o resultado em sua opinião?
Você concorda com a conclusão de que é errado proceder de acordo com a crença de que tudo é aceitável na busca de interesses e ganhos pessoais?
Como você reage ao ver outras pessoas sendo bem-sucedidas de acordo com a filosofia maquiavélica?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Êxodo 20:15-17; Provérbios 11:1; 12:19, 22;  20:10, 23;  21:6;  29:4, 10;  Tiago 1:8.

 

MANÁ DA SEGUNDA® é uma reflexão semanal do CBMC - Conectando Business e Mercado a Cristo, organização mundial, sem fins lucrativos e vínculo religioso, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial. © 2017 - DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL

 


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