Maná da Segunda

Maná da Segunda -> O Tortuoso Caminho das Boas Intenções



Por Robert J. Tamasy

Já aconteceu de você gastar tempo pensando em fazer algo significativo, adquirir treinamento adicional, aperfeiçoar sua instrução, ou adotar medidas para afiar suas habilidades profissionais, mas de algum modo nunca conseguiu fazê-lo? Talvez você tenha considerado fazer algo que beneficiasse outra pessoa, como enviar um bilhete ou e-mail de encorajamento, convidar para um almoço ou café para se conhecerem melhor, ou ligar para um velho amigo ou conhecido com quem não tem falado há muito tempo...

Se respondeu afirmativamente a qualquer dessas questões, saiba que não está sozinho. Todos nós, num momento ou noutro, temos boas intenções que jamais chegamos a concretizar, ideias ótimas que nunca convertemos em ações. Algumas vezes, as consequências são insignificantes. Um dia iremos dizer: “Gostaria de ter feito...”, e simplesmente sacudir os ombros, sabendo que a oportunidade passou.

Outras vezes, contudo, oportunidades perdidas nos deixam grande arrependimento. Tomamos a direção errada numa encruzilhada da vida e ficou tarde demais para voltar atrás. Parafraseando um velho ditado, a estrada para destruição é pavimentada de boas intenções. O escritor Aldous Huxley disse que “ela não só é pavimentada, mas também murada e coberta de boas intenções. Sim, e mobiliada também!”

Mesmo os escritores da Bíblia reconheceram esse tipo de luta. O apóstolo Paulo expressou isso bem: “Não entendo o que faço, pois não faço o que desejo, mas o que odeio... Assim, encontro esta lei que atua em mim: quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim” (Romanos 7.15,21).

O que podemos fazer? Simplesmente condescender com o fracasso, admitindo a futilidade de cumprir nossas intenções mais elevadas? Embora não haja uma resposta simples para esta pergunta, talvez a melhor abordagem seja redefinir boas intenções em termos de objetivos alcançáveis, complementados por um plano de ações que os tornem em realidade.

Margaret Thatcher, que foi primeira-ministra do Reino Unido, fez esta observação: “Ninguém se lembraria do bom samaritano se ele simplesmente tivesse boas intenções; ele também tinha dinheiro.” Ela estava certa. Depois de se deparar com a vítima ferida pelos salteadores e pensar: “Alguém deveria fazer alguma coisa!”, o Bom Samaritano, na parábola contada por Jesus Cristo, decidiu que ele precisava ser aquele “alguém” e agir para ajudar (Lucas 10.25-37).

É útil também pensar no custo de deixar de levar adiante boas intenções. Jesus Se referiu a isso: “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completa-la?” (Lucas 14.28).

A Bíblia também apresenta uma advertência severa: falhar em agir de acordo com as boas intenções é mais sério do que deixar de se beneficiar das oportunidades. Ela define isso como comportamento pecaminoso: “Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4.17).

Próxima semana tem mais!
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Texto de autoria de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da organização Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta. Geórgia, USA. Com mais de 30 anos de trabalho como jornalista, é coautor e editor de nove livros. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes

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Sugestões Para Reflexão ou Discussão

1. Com que frequência você se descobre com boas intenções que por qualquer razão nunca se traduzem em ação? Por que isso acontece com você?

2. Você se lembra de alguma ocasião em que você (ou alguém que conhece) tenha deixado de lado algo que tinha a firme intenção de fazer e até hoje se arrepende?

3. Algumas vezes as boas intenções não se concretizam por não serem importantes – apenas pensamentos esperançosos. E quando elas são importantes? Não importa o quão difícil ou quantos obstáculos a superar, o que você pode fazer para se certificar de não construir muros e teto de boas intenções, e ainda acrescentar a mobília?

4. Você concorda com a dura afirmação de Tiago 4:17? Por quê?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 10.5; 12.11; 13.4; 14.23; 15.19; 20.4; Romanos 6.1-4, 8-11; 7.14-25; 8.5-14.


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