Reflexão

A Fé Começa em Casa – Implicância



Eliabe, o irmão mais velho de Davi, ouviu-o conversando com os soldados. Então ficou zangado e disse:— O que é que você está fazendo aqui? Quem é que está tomando conta das suas ovelhas no deserto? Seu convencido! Você veio aqui só para ver a batalha! — O que foi que eu fiz agora? — perguntou Davi. — Será que não posso nem fazer uma pergunta? (1 Samuel 17:28,29)

Davi era o último de 8 irmãos em sua casa e, pelo que nos relata a Bíblia, era deixado de lado pelo seu pai e por seus irmãos. No capítulo anterior à esta passagem, observamos Samuel indo à Belém para ungir Davi como rei.

Jessé e sete de seus filhos estavam reunidos para o sacrifício, menos Davi. Entretanto, este era o escolhido por Deus, que estava trabalhando para seu pai como se fosse um empregado, pois não tinha o direito de estar junto aos demais.

Como era o mais novo, talvez fosse deixado de lado como alguém que não precisava ficar junto deles, pois era criança. Quando eu era criança os demais chamavam os pequenos que não sabiam brincar ainda de “café com leite”, pois é, Davi era mais ou menos assim naquela casa.

Pois bem, Samuel pediu que chamassem a Davi e este foi ungido rei. No episódio citado, vemos que seu pai enviou os três filhos mais velhos para lutar na guerra, ficando com os outros cinco em casa.

Observamos que quatro deles não são sequer citados, enquanto Davi é o responsável por levar alimentos e trazer mensagens ao pai, já idoso. Provavelmente os demais irmãos estavam trabalhando nas atividades da propriedade que possuíam em Belém.

Eliabe, o irmão mais velho de Davi, chama a atenção dele quando o vê conversar com os soldados e fica irado. Mas é de se pensar porque se acendeu a ira dele contra o irmão. Davi estava ali para levar alimentos para eles e levar notícias ao pai, que havia pedido isto.

Irar-se contra ele demonstra que havia uma implicância dos irmãos para com ele. Está claro que a tarefa de cuidar das ovelhas era de Davi e se estava ali as ovelhas estavam sozinhas ou com algum empregado do seu pai. O temor de que algo de errado acontecesse com as ovelhas leva Eliabe a implicar com Davi do porquê não estava em sua tarefa.

Seu irmão imaginou que o objetivo de Davi era ver a batalha somente e que estava ali passando tempo, distraindo-se. É muito mais fácil criticar o outro do que olhar para si mesmo e resolver o que esteja incomodando tanto.

Davi entretanto, tinha um objetivo, queria a vitória de Israel. Devemos observar que quando Davi foi ungido rei, a Bíblia nos diz que ele foi cheio do Espírito de Deus.

A questão portanto, parece ser a de que havia desde o nascimento de Davi algo que o distinguia dos demais irmãos, que era a unção de Deus. Esta unção o levava a fazer coisas destemidas, corajosas, como outra pessoa da sua idade não faria. Isto por si só deixava as pessoas a sua volta desconfiadas, pois não compreendiam o que estava acontecendo.

Sempre que há alguém em nosso meio que faz algo inesperado, pode gerar em nós muitos sentimentos diferentes.

No ambiente do lar acontece da mesma forma. Em muitas famílias vemos irmãos, e até mesmo pais, implicando com um dos filhos. Tudo que aquela pessoa faz é errado ou tem segundas intenções.

Isto talvez se origine do fato de que amamos nossos irmãos, pais e filhos e desejamos que estes não errem como nós erramos. Em outras palavras, queremos super protegê-los e tentar impedir que cometam erros na vida.

Logo, o que está em questão não é o que a pessoa que amamos faz, mas sim o que nós detestamos em nós e vemos reproduzido no outro. É como estarmos em frente a um espelho e nos vermos agindo. Imediatamente a nossa autocensura nos freia, mas não conseguimos impedir que o outro faça, pois o indivíduo é outro, é diferente.

Nos resta criticar o ato na esperança de que não o repitam o que também reafirma nossa própria conduta atual e esperada no futuro.

Eliabe é que estava lá para assistir a batalha, pois não teve a coragem de lutar com o gigante.

Fica claro no texto que a motivação de Davi era vencer enquanto a de Eliabe era proteger a si e a seu irmão.

Parece-me melhor que em vez de implicarmos com nossos familiares e amigos, deveríamos examinar as nossas próprias motivações, algo mais ou menos na linha do que Jesus disse: antes de tirar o cisco do olho do teu irmão, retire a trave do seu olho.

Pai amado, quanto mais me aproximo de Ti, mais posso examinar meu estado e ter certeza que ainda mais preciso de Ti. Perdoa-me por tantas situações em que impliquei com as pessoas à minha volta e não olhei para mim mesmo. Ajuda-me a crescer e amadurecer de forma que alcance um coração sábio. Amém!

Luis Antonio Luize

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